Hace frio,
estoy con los pies helados
como si hubiese andado
descalzo sobre la nieve.
Hace frio
y la respiración la siento rápida,
llena de un humo blanco
que empaña las retinas cuando caliento
las manos en mi boca.
El frio se mueve
como un trompo desgovernado
en el piso del cielo
va de aqui para allá,
como si fuera un amante inseguro,
deja rastros de inconformidad
en los ríos desbordados,
en las casas sin sus techos
y en los humanos sin sus camisas.
Hay frio allá afuera
mas no me quejo tanto,
pues mi corazón arde
y el alma la siento en brasas.
Qué decir de mis manos
que incendiam todo lo que tocan
- mal puedo escribir este poema.
Quiero ver quién se atreve
a meterse conmigo
en este día de invierno!
"¿QUE ES POESIA?, DICES MIENTRAS CLAVAS EN MI PUPILA TU PUPILA AZUL. QUE ES POESIA? Y TU ME LO PREGUNTAS? POESIA ERES TU!". El título de este blog salió de esta famosa poesia de Gustavo A. Becker, que aprendí cuando era un adolescente. Mi intención con él es dar a conocer mis trabajos desde que escribí el primer poema y lo dedico a mi hija Thaís que es el ejemplo más vivo de mi renacimiento.
domingo, 17 de julho de 2011
QUE SOY? (ESPANOL)
Los sentimientos nunca hierran,
ellos sin dudas, nunca engañan
ni cuando mismo se inventan
ni cuando mueren o ganan.
Soy esa agua aún no bebida
el pan descascado, la resaca
soy el ave negra en tu Paraíso
las olas viejas ya pasadas.
Soy la flecha del santo en la cruz
que sacrifica el pecho con la lanza,
soy la sombra que pierde para la luz
agua de manantial que nunca se cansa.
Soy la semilla germinada, atrevida
sosiego, tragédia, la media palabra,
furia dormida, pasaje solo de ida
la mancha negra en la piedra blanca.
Soy el andar, la brújula sin norte
lo urgente, lo imposível, las amarras
el amor si yo fuera herido de muerte,
pie que no anda, mano que no agarra.
Soy el cirujano sin su escalpelo
el vientre herido por una lanza,
Sansón con Dalila, sin sus cabellos
Napalm en el corazón de una dama.
Soy mancha en la retina de un vidente
la fiebre escupida, la piedra lanzada,
el amanecer sin sol en el horizonte
piel de bruja que arde en las brasas.
No puedo salvarte de tus ideias
sensaciones, pecados y palabras,
no te salvo aunque no lo creas
y sin salvarte, sé que te salvas.
Soy el vício terríble de la rutina
la cura, el abismo, el beso, la daga
de este nuevo camino que alucina.
Qué es lo que me ata? Todo y nada.
O QUE SOU? (PORTUGUES)
Os sentimentos nunca erram,
não duvides, eles nunca enganam
nem quando mesmo se inventam
nem quando morrem ou ganham.
Sou essa água ainda não bebida
o pão descascado, a ressaca
sou a ave preta no teu Paraíso
as ondas velhas já passadas.
Sou a flecha do santo na cruz
que sacrifica o peito com a lança,
sou a sombra que perde para a luz
água do manancial que não cansa.
Sou a semente germinada, atrevida
sossego, tragédia, a meia palavra,
fúria dormida, passagem de ida
a mancha preta na pedra branca.
Sou o andar, a bússola sem norte
o urgente, o impossível, as amarras
o amor se eu for ferido de morte,
pé que não vai, mão que não agarra.
Sou o cirurgião sem seu escalpelo
o ventre ferido por uma lança,
Sansão com Dalila, sem cabelos
Napalm no coração de uma criança.
Sou mancha na retina de um vidente
a febre cuspida, a pedra lançada,
o amanhecer sem sol, o poente
a pele de uma bruxa nas brasas.
Não posso te salvar de tuas idéias
sensações, pecados e palavras,
não te salvo embora não o creias
e sem te salvar, sei que te salvas.
Sou o vicio terrível da rotina
a cura, o abismo, o beijo, a adaga
deste novo caminho que alucina.
O que me prende? Tudo e nada.
não duvides, eles nunca enganam
nem quando mesmo se inventam
nem quando morrem ou ganham.
Sou essa água ainda não bebida
o pão descascado, a ressaca
sou a ave preta no teu Paraíso
as ondas velhas já passadas.
Sou a flecha do santo na cruz
que sacrifica o peito com a lança,
sou a sombra que perde para a luz
água do manancial que não cansa.
Sou a semente germinada, atrevida
sossego, tragédia, a meia palavra,
fúria dormida, passagem de ida
a mancha preta na pedra branca.
Sou o andar, a bússola sem norte
o urgente, o impossível, as amarras
o amor se eu for ferido de morte,
pé que não vai, mão que não agarra.
Sou o cirurgião sem seu escalpelo
o ventre ferido por uma lança,
Sansão com Dalila, sem cabelos
Napalm no coração de uma criança.
Sou mancha na retina de um vidente
a febre cuspida, a pedra lançada,
o amanhecer sem sol, o poente
a pele de uma bruxa nas brasas.
Não posso te salvar de tuas idéias
sensações, pecados e palavras,
não te salvo embora não o creias
e sem te salvar, sei que te salvas.
Sou o vicio terrível da rotina
a cura, o abismo, o beijo, a adaga
deste novo caminho que alucina.
O que me prende? Tudo e nada.
sábado, 2 de julho de 2011
UNO, DOS , TRES...! (ESPANOL)
Al escuchar decir “uno”
ella siente que la vida para,
y por unos segundos se le traba la voz
pero continua el desafio.
Cuando oye decir “dos”
se queda con los ojos
pegados en el techo,
quiere adivinar
la fuerza de esos sonidos
y duda al decir algo.
Al oir decir “três”
se calla veloz,
cierra su boca de canela
y por si las dudas
cierra también las piernas.
Normalmente
este es el límite que la hace
pensar en su futuro
y también en su presente.
Percibe que no hay más números
para obedecer o caer de miedo
y no quiere apostar
lo que pueda suceder
si desobedece el comando.
Así, aprende la lección
de obedecer a quien más sabe
y estirar esta mesura
por los años que aún tiene
de amanecer llena de sueños.
Bueno, no vamos a exagerar
mi hijita de 5 años
solo necesita de tantos números
para hacer su tarea de matemáticas.
ella siente que la vida para,
y por unos segundos se le traba la voz
pero continua el desafio.
Cuando oye decir “dos”
se queda con los ojos
pegados en el techo,
quiere adivinar
la fuerza de esos sonidos
y duda al decir algo.
Al oir decir “três”
se calla veloz,
cierra su boca de canela
y por si las dudas
cierra también las piernas.
Normalmente
este es el límite que la hace
pensar en su futuro
y también en su presente.
Percibe que no hay más números
para obedecer o caer de miedo
y no quiere apostar
lo que pueda suceder
si desobedece el comando.
Así, aprende la lección
de obedecer a quien más sabe
y estirar esta mesura
por los años que aún tiene
de amanecer llena de sueños.
Bueno, no vamos a exagerar
mi hijita de 5 años
solo necesita de tantos números
para hacer su tarea de matemáticas.
UM, DOIS, TRES...! (PORTUGUES)
Ao escutar dizer “um”
ela sente que a vida para,
e por uns segundos a sua voz trava
mas continua o desafio.
Quando ouve dizer “dois”
fica com os olhos
grudados no teto,
quer adivinhar
a força desses sons
e duvida ao dizer alguma coisa.
Ao ouvir dizer “três”
se cala veloz,
fecha sua boca de canela
e pelas dúvidas
fecha tambem suas pernas.
Normalmente este é o limite
que a faz pensar no seu futuro
e tambem no seu presente.
Percebe que nao ha mais números
para obedecer ou então cair de medo
e nao quer apostar
o que poderia acontecer
se desobedecesse o comando.
Assim, aprende a lição
de obedecer a quem mais sabe
e esticar esta messura
pelos anos que ainda tem
de amanhecer cheia de sonhos.
Bom, não vamos exagerar:
minha filinha de 5 anos
somente necessita de tantos números
para fazer seu dever de matemáticas.
ela sente que a vida para,
e por uns segundos a sua voz trava
mas continua o desafio.
Quando ouve dizer “dois”
fica com os olhos
grudados no teto,
quer adivinhar
a força desses sons
e duvida ao dizer alguma coisa.
Ao ouvir dizer “três”
se cala veloz,
fecha sua boca de canela
e pelas dúvidas
fecha tambem suas pernas.
Normalmente este é o limite
que a faz pensar no seu futuro
e tambem no seu presente.
Percebe que nao ha mais números
para obedecer ou então cair de medo
e nao quer apostar
o que poderia acontecer
se desobedecesse o comando.
Assim, aprende a lição
de obedecer a quem mais sabe
e esticar esta messura
pelos anos que ainda tem
de amanhecer cheia de sonhos.
Bom, não vamos exagerar:
minha filinha de 5 anos
somente necessita de tantos números
para fazer seu dever de matemáticas.
VAMOS A PE (PORTUGUES)
Vamos a pé
até o centro do mundo
onde eu possa te despir
sem medo do frio e do tempo,
onde eu possa te dizer
o que sempre gritei
em meus sonhos molhados.
Vamos andando
até encontrar as pisadas
que nos guiaram
quando començamos a travessia,
cheios de rosas no coração
luzes nos pés e azul na alma.
Vamos a pé
até que cansemos de andar
e o suor corra pelo corpo
como a água que quiz beber
nessas noites que amanhecia
com a boca seca,
com os olhos úmidos
pensando e sonhando com a morte.
Vamos depressa sem descansar
inventando as carícias
que nos eternizaram,
quando achávamos que o mundo
cabia em nossas mãos,
e dormiamos sozinhos, presos
em nossa própria cabeça.
Vamos finalmente
até a porta do meu quarto,
mas me deixe te levar nos braços
pois não quero que te percas de mim
que te escorras entre os dedos
como um punhado de sol,
como as velhas cancões
que morrem e não voltam.
até o centro do mundo
onde eu possa te despir
sem medo do frio e do tempo,
onde eu possa te dizer
o que sempre gritei
em meus sonhos molhados.
Vamos andando
até encontrar as pisadas
que nos guiaram
quando començamos a travessia,
cheios de rosas no coração
luzes nos pés e azul na alma.
Vamos a pé
até que cansemos de andar
e o suor corra pelo corpo
como a água que quiz beber
nessas noites que amanhecia
com a boca seca,
com os olhos úmidos
pensando e sonhando com a morte.
Vamos depressa sem descansar
inventando as carícias
que nos eternizaram,
quando achávamos que o mundo
cabia em nossas mãos,
e dormiamos sozinhos, presos
em nossa própria cabeça.
Vamos finalmente
até a porta do meu quarto,
mas me deixe te levar nos braços
pois não quero que te percas de mim
que te escorras entre os dedos
como um punhado de sol,
como as velhas cancões
que morrem e não voltam.
VAYAMOS A PIE (ESPANOL)
Vayamos a pie
hasta el centro del mundo
donde pueda desnudarte
sin miedo del frio y del tiempo,
donde te pueda decir
lo que siempre grité
en mis sueños mojados.
Vayamos andando
hasta encontrar las huellas
que nos guiaron
cuando comenzamos la travesia,
llenos de rosas en el corazón,
luces en los pies y azul en el alma.
Vayamos a pie
hasta que nos cansemos de andar
y el sudor nos corra por el cuerpo
como el agua que quise beber
en essas noches en que amanecia
con la boca seca,
con los ojos húmedos
pensando y soñando con la muerte.
Vayamos deprisa sin descansar
inventando las caricias
que nos eternizaron,
cuando creíamos que el mundo
cabía en nuestras manos,
y dormiamos solos, encerrados
en nuestra propia cabeza.
Vayamos por fin
hasta la puerta de mi cuarto,
pero déjame llevarte en los brazos
no vaya a ser que te me pierdas
y te escurras entre los dedos
como un puñado de sol,
como las canciones viejas
que se mueren y no vuelven.
hasta el centro del mundo
donde pueda desnudarte
sin miedo del frio y del tiempo,
donde te pueda decir
lo que siempre grité
en mis sueños mojados.
Vayamos andando
hasta encontrar las huellas
que nos guiaron
cuando comenzamos la travesia,
llenos de rosas en el corazón,
luces en los pies y azul en el alma.
Vayamos a pie
hasta que nos cansemos de andar
y el sudor nos corra por el cuerpo
como el agua que quise beber
en essas noches en que amanecia
con la boca seca,
con los ojos húmedos
pensando y soñando con la muerte.
Vayamos deprisa sin descansar
inventando las caricias
que nos eternizaron,
cuando creíamos que el mundo
cabía en nuestras manos,
y dormiamos solos, encerrados
en nuestra propia cabeza.
Vayamos por fin
hasta la puerta de mi cuarto,
pero déjame llevarte en los brazos
no vaya a ser que te me pierdas
y te escurras entre los dedos
como un puñado de sol,
como las canciones viejas
que se mueren y no vuelven.
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