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domingo, 18 de dezembro de 2011

PROPOSIÇÕES (PORTUGUES)


Te proponho viver
sem mágoas nem futuro,
sem mentir, sem sofrer
eu te proponho ser puros.

Te proponho amar
sem que sintas a saudade
sem saber nem imaginar
qual o teu signo ou idade.

Te proponho queimar
nossa pele neste inverno,
fugir de nós e deixar
pedras de gelo no inferno.

Te proponho jogar
sem ganhar nem perder,
neste mundo que não para
eu te proponho arder.

Te proponho partir
meus pés serão o presente
o passado pode sair
pelas janelas da mente.

Te proponho amanhecer
dentro do miolo da noite
e aprender de uma vez
que o amanha é o hoje.

Mas não te proporei nada
que te impeça de ser livre
não quero cortar as asas
de nada do que tu dizes.

AY DE MIM! (PORTUGUES)


Ay de mim! se meus dias cinzas
se perdem nesta vida tão cumprida
ay de mim! porque tuas lagrimas
não cabem nas minhas feridas.

Ay de mim! porque me sinto
tão só como tão distante,
ay de mim! porque eu minto
nestes, meus rios de pranto.

O que eu farei se meu sonho
acabou na beira do rio,
ay de mim! se eu não posso
fazer de tuas ondas, meu caminho.

Ay de mim, ay de mim!
como não vivo mais sem ti,
ay de mim!, ay de mim!
eu te quero junto a mim.

Ay de mim!, porque eu não posso
fazer de teus versos meu canto,
ay de mim! se eu sei que quero
e não posso ter teus encantos.

Sinto que sem querer te quero
por que no vens se eu chamo?,
ay de mim! porque só espero
que saibas quanto te amo.

Ay de mim! se tu es o sangue
do meu sangue, de meus versos,
ay de mim! se sei que ardes
com teus encantos perversos.

Ay de mim!, si tu es a carne
de minha carne, da minha vida,
ay de mim! se te sinto distante
tão longe de mi, querida.

AY DE MI! (ESPANOL)


Ay de mí! si mis grises días
se derriten por las horillas
ay de mí! porque tus lágrimas
no caben en mis heridas.

Ay de mí! porque me siento
tan solo como tan lejano
ay de mí! porque me miento
en estos rios de llanto.

Que voy a hacer si mi sueño
acabó en la orilla del rio
ay de mí! si ya no puedo
hacer de tus olas, mi camino.

Ay de mí!, ay de mí!
como no vivo más sin ti,
ay de mí!, ay de mí!
yo te quiero junto a mí.

Ay de mí! porque no puedo
hacer de tus versos mi canto,
ay de mí! si sé que quiero
y no puedo tener tus encantos.

Siento que sin querer te quiero
por qué no vienes si llamo?,
ay de mí! porque solo espero
que sepas cuánto te amo.

Ay de mí!, si eres la sangre
de mi sangre, de mis versos
ay de mí! si sé que me ardes
con tus encantos perversos.

Ay de mí!, si eres la carne
de mi carne, vida de mi vida,
ay de mí! si te siento tan lejos
tan lejos de mí, querida.

PIANO (ESPANOL)



Piano que te quiero, piano
cuando a mis manos abrazas
amo con todos mis años
a tus teclas de varias razas.

Cual orgia, son tus cantos
hechos de negras y blancas
un bacanal hecho de santos
haciendo amor en tus brasas.

Piano, hazme oir tu coro
por mis dedos sin rutina
dame las rimas que adoro
desde tus notas divinas.

Piano que me revelas
mis ancestros con tu sonido,
en tus teclas como velas
hazme rever mis caminos.

Piano embustero y santo
en la piel de quien te oye, dejas
los ojos llenos de llanto
y el alma vacía de quejas.

PIANO (PORTUGUES)



Piano que te quero, piano
quando a minhas mãos abraças
amo com todos meus anos
a tuas teclas de varias raças.

Qual orgia, são teus cantos
feito de negras e brancas
um bacanal feito de santos
fazendo amor em tuas brasas.

Piano, me faz ouvir teu coro
pelos dedos sem rotina
me de as rimas que adoram
tuas brancas teclas divinas.

Piano que me revelas
meus ancestrais com teu som,
em tuas teclas como velas
me faz re-ver meus caminhos.

Piano embusteiro e santo
na pele de quem te ouve, deixas
os olhos cheios de pranto
e a alma vazia de queixas.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

CANTO A TRES PONTAS (ESPANOL)


Tierra santa de músicos y artistas
declaras tu amor al viento, vencedora
destilas tus rimas y versos en revistas
en el pecho de los corazones que te adoran.

Sueño con tu verso mientras deliro
sobre el rio de los tantos que te aclaman,
eres la estrella, la razón de ser, el suspiro
eres tú la vedet que arde como llama.

Tus muchos hijos bastardos te revelan
cuánto amor aún conservas en tu pecho
en tus calles, tus casas, tus haciendas
en tu mar represado, en tus secretos.

Acunaste mi cuerpo como sutil espíritu
cantaste melodías a mis pies extraños
hambrientos de kilómetros, charcos y ritos
sedientos de desnudarse en medio del océano.

Siempre vuelvo, aunque no lo creas
siempre estás en mí, tierra sagrada
cuelgas de mi memória como tela
tatuada en mi brazo vas firme, agarrada.

Son tus cafetales tu pan y tu vino
y como cabellera la peinas orgullosa,
en tus frutos tostados repartes el cariño
de la negra bebida que recitas como prosa.

Muestras la sensualidad de tus mujeres
que al sur de las “Gerais” ya nacem hermosas,
y como rios de miel destilam sus placeres
en los brazos de tus montañas generosas.

Verde siempre serás y nunca difunta
temprano en vez de tarde, fuíste la primeira
en aceptar tus hijos sin hacer preguntas
en la muerte serás siempre última ...

Tres versos tengo en la punta de mis dedos
y con una “bituca” encenderé tus encantos,
y sin estorbos, con fé y sin secretos
los devolverás al mundo con tus cantos.

CANTO A TRES PONTAS (PORTUGUES)


Terra santa de músicos e artistas
declaras teu amor ao vento, vencedora
destilas tuas rimas e versos em revistas
e no peito dos corações que te adoram.

Sonho com teu verso enquanto deliro
sobre o rio dos tantos que te aclamam,
és tu a estrela, a razão de ser, o suspiro
és tu a vedete que arde como chama.

Teus muitos filhos bastardos te revelam
quanto amor ainda conservas em teu peito
em tuas ruas, tuas casas, tuas fazendas
em teu mar represado, em teus segredos.

Deste berço ao meu corpo como sutil espírito
cantaste melodias aos meus pés estranhos
famintos de quilômetros, charcos e de ritos
sedentos de ficar nus em meio do oceano.

Sempre eu volto, embora não o creias
sempre estás em mim, terra sagrada
pendes da minha memória como teia
tatuada no meu braço vais firme, agarrada.

São teus cafezais teu pão e teu vinho
e como cabeleira a penteias orgulhosa,
em teus frutos torrados repartes o carinho
na negra bebida que recitas como prosa.

Mostras a sensualidade de tuas mulheres
que ao sul das Gerais já nascem formosas,
e como rios de mel destilam seus prazeres
nos braços de tuas montanhas generosas.

Verde sempre serás e nunca defunta
cedo em vez de tarde, foste a primeira
em aninhar teus filhos sem fazer perguntas
na morte serás sempre última, derradeira.

Três versos tenho na ponta de meus dedos
e com uma bituca acenderei teus encantos,
e sem estorvos, com fé e sem segredos
os devolverás ao mundo com teus cantos.