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sexta-feira, 3 de maio de 2013

SEM TI (PORTUGUES)


Seria pele sem tua pele,
teria os lábios sem aquele
beijo que me chegou fundo,
confundiria o calor com frio
choraria toda vez que rio
e as noites cobririam o mundo.

Minhas idéias seriam projetos
teria a cabeça vazia por dentro
e as ideias vagariam despidas,
minhas pisadas não teriam porto,
teria a alma escapando do corpo
e andaria sozinho entre as dúvidas.

Ah! Quanto amor tu me dás
e quanto amor ainda me negas!
como posso deixar de te amar
se sem ti andaria às cegas!

Ah! Quanto amor tu me dás
e quanto amor ainda me darias!
quanto ainda eu posso ser sem ti
e sem ti quanto eu não seria!

Seria uma âncora sem praia
seria o vento sem tua saia
seria uma célula sem vida,
seria uma boca sem canções
seria órfão de emoções
seria uma viagem só de ida.

Meu sangue seria como lama
as mãos não teriam a chama
que sempre tive ao teu lado,
meus pés só seriam tropeços
o vento arrastaria meus ossos
e correria de tudo assustado.

Ah! Quanto amor tu me dás
e quanto amor ainda me negas!
como posso deixar de te amar
se sem ti andaria às cegas!

Ah! Quanto amor tu me dás
e quanto amor me darias!
quanto ainda eu posso ser sem ti
e sem ti quanto eu nunca seria!

Como veria 
com teus olhos sem pranto?
como respiraria
sem teu hálito e tua voz?
aonde eu iria
sem teus passos de encanto?
quanto viveria
sem tua cura de amor?

SIN TI (ESPAÑOL)


Sería piel sin tu piel,
tendría los labios sin aquel
beso que me llegó profundo,
confundiría el calor con el frío
lloraría toda vez que río
y las noches cubrirían el mundo.

Mis ideas serían proyectos
tendría la cabeza vacía por dentro
y las ideas vagarían desnudas,
mis pisadas no tendrían puerto
tendría el alma escapando del cuerpo
y vagaría solo entre las dudas.

Ay! Cuánto amor tú me das
y cuánto amor todavía me niegas!
cómo puedo dejar de amarte
y sin ti andaría a ciegas!

Ay! Cuánto amor tú me das
cuánto amor me darías! 
cuánto aún puedo ser sin ti
y sin ti cuánto yo no sería!

Sería una ancla sin playa
sería el viento sin tu saya
sería una célula sin vida,
sería una boca sin canciones
sería un huérfano de emociones
sería un viaje solo de ida.

Mi vida sería como un juego
mis manos no tendrían el fuego
que siempre encontré a tu lado,
mis pies serían solo tropiezos
el viento arrastraría mis huesos
y correría de todo asustado.

Ay! Cuánto amor tú me das
y cuánto amor todavía me niegas!
cómo puedo dejar de amarte
y sin ti andaría a ciegas!

Ay! Cuánto amor tú me das
cuánto amor me darías! 
cuánto aún puedo ser sin ti
y sin ti cuánto yo no sería!

Cómo vería
con tus ojos sin llanto?
cómo respiraría
sin tu aliento y tu voz?
adónde iría
sin tus pasos de encanto?
cuánto viviría
sin tu cura de amor?

quinta-feira, 25 de abril de 2013

MIRA PARA QUE VEAS (ESPAÑOL)


Un latino un día
se enamoró por Minas
y cambió su salsa
por una chiquita,
que tenía en el cuerpo
aguardiente del bueno 
azúcar en los labios
y miel en sus senos.

Mira para que veas!
el amor que tengo
por esa minerita.
Mira para que veas!
vea como se mueve
esa sabrosita.

Mira para que veas!
como estoy ahora,
que ya estoy caliente.
Mira para que veas!
este ritmo que te doy
sensual y diferente.

De esta vez el Caribe
se enamoró por la tierra
que el café escogió
encima de la sierra,
la minera danzó
como si fuera la dueña
del viento que trae
del café el aroma.

Mira para que veas!
mis pies me llevan
para esa niña.
Mira para que veas!
su cuerpo me dice
que ella no es tranquila.

Mira para que veas!
continua bailando
que ya estoy hirviendo.
Mira para que veas!
este ritmo que canto
y en el cuerpo yo siento.

Mi amigo, te digo
esto es casi um Rap
e tienes que cantarlo
con la tecla "sap".
La salsa, el merengue
o entonces el mambo
en el Caribe se baila
como chambo-chambo.

Mira para que veas!
el amor que tengo
por esa minerita.
Mira para que veas!
como se mueve
esa sabrosita.

Mira para que veas!
aprovecha ahora
que ya estoy caliente.
Mira para que veas!
y danza este ritmo
nuevo y diferente.

Uai! Mi amigo
no acreditas lo que digo?
de Minas yo traje
una minera conmigo.
Uai! Compadre
a Minas yo voy
con los ojos cerrados
y siendo lo que soy.

OLHA P`CE VER! (PORTUGUES)


Um latino um dia
apaixonou-se por Minas
e trocou sua salsa
por uma menina,
que tinha no corpo
cachaça da boa
açúcar nos lábios
e um dizer à toa.

Olha p'ce ver!
o amor que tenho
por essa mineirinha.
Olha p'ce ver!
veja como se remexe
essa safadinha.

Olha p'ce ver!
como estou agora,
que "ya estoy caliente".
Olha p'ce ver!
este ritmo que te dou
sensual e diferente.

Desta vez o Caribe
apaixonou-se pela terra
que o café escolheu
na cima da serra,
a mineira dançou
como se fosse a dona
do vento que traz
do café o aroma.

Olha p'ce ver!
meus pés me levam
para essa menina.
Olha p'ce ver!
o seu corpo me diz
que ela não é tranquila.

Olha p'ce ver!
continua bailando
que "ya estoy hirviendo".
Olha p'ce ver!
este ritmo que canto
no corpo "yo siento"

Meu amigo, te digo
isto é quase um Rap
e "tienes que cantarlo"
com a tecla "sap".
A salsa, o merengue
ou então o mambo
no Caribe se dança
como chambo-chambo.

Olha p'ce ver!
o amor que tenho
por essa mineirinha.
Olha p'ce ver!
como mexe e remexe
essa safadinha.

Olha p'ce ver!
aproveita agora
que "ya estoy caliente".
Olha p'ce ver!
e dança este ritmo
novo e diferente.

Uai! Meu amigo
nao acreditas o que digo?
de Minas eu trouxe
uma mineira comigo.
Uai! Cumpade
a Minas "yo voy"
com os olhos fechados
e sendo "lo que soy".

segunda-feira, 1 de abril de 2013

ALAS (ESPAÑOL)



No sé llamar
a los pájaros para cantarte
pues no tengo permiso para inventar florestas.

Em vez de eso
arrimo mi cuerpo al tuyo
sin prestar atención a las lágrimas
que escondo en las gavetas de los huesos.

Mis párpados saben lo que vieron
cuando me aparezco com los ojos llenos de mar
bien en el medio de la madrugada
cuando siento que no puedo mostrar
al mundo todos mis detalles.

No sé todavía cómo pintar tu arco iris
sin que sus colores decoren mi pasado.
Mi presente renace dentro de tu saya
en los pliegues de mis pantalones debajo de las rodillas
sin que por esto seamos más lascivos,
menos santos o profetas.

No tengo cómo inventar pájaros para ti.
Sólo tengo mis manos
abiertas a cada lado del cuerpo como alas.

ASAS (PORTUGUES)



Não sei chamar
os pássaros para cantar para você,
pois não tenho licença para inventar florestas.

Em vez disso
encosto meu corpo ao teu
sem prestar atenção nas lágrimas
que escondo nas gavetas dos ossos.

Minhas pálpebras sabem o que viram
quando apareço com os olhos cheios de mar
bem no meio da madrugada
quando sinto que não posso mostrar
ao mundo todos meus detalhes.

Não sei ainda pintar teu arco-íris
sem que suas cores decorem meu passado.
Meu presente renasce dentro de tua saia
nas pregas das minhas calças abaixo dos joelhos
sem que por isto sejamos menos lascivos,
menos santos ou profetas.

Não tenho como inventar pássaros para ti.
Só me restam as mãos
abertas a cada lado do corpo como asas.

sábado, 9 de março de 2013

HAVANA 100% (PORTUGUÊS)


Miramar muito elegante
sem vergonha anda
e sua quinta avenida
sempre orgulhoso ostenta,
Jaimanitas resiste,
Santa Fé já não é santa
e Flores com seu reparto
nascido nos quarenta.

La Lisa já decidiu
re-inventar seus guapos,
Marianao me grita
!hey, não temos água!,
Playa resiste-se,
Buena Vista se cansa
e o túnel de Línea
é uma piscina com guaguas.

Que vá, Quibú,
que vá, que vá,
Que vá Quibú
que vá, que vá.

El Cotorro se distancia
sem piedade de todos,
Regla navega
pela baía a suas anchas,
seus orixás saem
como procissão de loucos
e os homens se encontram
com a música em suas lanchas.

La Habana Vieja, você vê
se levanta e anda
e seus edifícios caem
sem piedade na rotina,
El Vedado se veste
com seus ares de festa
e Boyeros me salva
no seu aeroporto a vida.

Em Centro Habana sempre
tudo, tudo demora,
em Plaza eu durmo
sem piscar a sesta
vejo ao Martí sentado
na rapadura faz horas
que me dedica um discurso
e não me convida à festa.

El Cerro com sua chave
nunca me deixa bravo,
em Guanabacoa, tu sabes
eu me faço o santo
San Miguel me devolve
as horas como a um estranho
e me faço o cego
em Arroyo Naranjo.

La Habana del Este
desaparece minha pressa
e no seu túnel de luz
sempre perco o fôlego,
10 de Octubre, você vê
me devolve o riso.
Acere, na Havana eu sou
sempre cento por cento!