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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

ME VOY (ESPAÑOL)


Suelo irme bien despacio
a los lugares que todavia no conozco.

Con los pies helados como el asfalto
dejado por siglos en los polos,
me derrumbo en tu umbral
como lo hace el hielo
sobre los trópicos y las ciudades.

Me voy y no presiento nada
de lo que haré en la próxima revolución
que nacionalizará mis paraísos
dentro de los occipitales,
pues sé que la distancia me hará testigo
de tus manos sin compromiso.

Me voy y no me canso de ir por aí
con el alma ampollada y casi lista
para practicar el amor
como redención para los desesperados.
Yo me desespero y no lo oculto
aunque mi piel se vista con confetis.

Me voy atrás de mis passos
dejando pedazos de pan en el camino,
mirando para atrás de vez en cuando
para no perderme del todo.

Me voy sin hacer preguntas
            ... pero te juro que vuelvo!

VOU-ME EMBORA (PORTUGUÊS)


Vou-me embora devagar
aos lugares que ainda no conheço.

Com os pés gelados como o asfalto
deixado por séculos nos polos,
me derrubo no tu umbral
como o faz o gelo
sobre os trópicos e as cidades.

Vou-me embora e não pressinto nada
do que farei na próxima revolução
que nacionalizará mis paraísos
dentro dos occipitais,
pois sei que a distancia me fará testemunha
de tuas mãos sem compromisso.

Vou-me embora y no me canso de ir por aí
com a alma esfacelada e quase pronta
para praticar o amor
como redenção para os desesperados.
Eu desespero e não o escondo
embora minha pele se vista com confetes.

Vou-me embora atrás dos meus passos
deixando pedaços de pão no caminho,
mirando para atrás de vez em quando
para não me perder completamente.

Vou-me embora sem fazer perguntas
            ... mas eu te juro que volto!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

AH! QUE SERA, QUE SERA? (ESPANOL)


Ah! qué será, qué será?
si todo desaparece, si todo lo pierdo
hasta perdí mis años y caminos,
perdí la memoria, perdí el deseo
perdí la inocencia y mi destino
y te perdí a ti, si mal no recuerdo.

Ah! que será, qué será?
lo que me hiere y no lo siento
si mis heridas ya no aparecen
no sé más poqué le miento
a mi piel que no agradece
ni a los ojos ni al pensamento.

Ah! qué será, qué será?
a quien temo, qué me espanta
si todos tus años son como niños
y tu voz se vuelve solo palavras
que danza en mis oidos
sin avisarme de las trampas.

Ah! qué será, por qué será?
si estoy aquí muriendo vivo
en mis noches sin estrelas
que sin querer sueño contigo
y sin querer entro en las celdas
que siempre cierran mi camino.

Ah! que será lo que me duele
si mi dolor pronto se calma
qué será cuando propones
que duerma siempre en tu cama
como sobreviviente de tus amores
o como prisionero de tu alma.

Ah! qué será, qué es lo que será?
lo que no puedo y no entiendo
lo que sucede con estas mañanas
siempre que solo yo  despierto
solo con dolor en las entrañas
cubierto por este mar en el desierto.

Que será si todavia yo busco
tus passos perdidos cuando andas,
qué será si pierdo el rumbo
y contigo me pierdo como nada
qué será si casi somos “uno”
cuando tocas mi cuerpo como hada.

Ah! qué será, qué será?
qué será lo que estoy sintiendo
cuando veo que no me dás
tus lindas piernas abriendo?
por qué será que ya no estás?
por qué será que soy invierno?

AH! O QUE SERA, O QUE SERA? (PORTUGUES)


Ah! o que será, o que será
se tudo some, se tudo eu perco
até perdi meus anos e caminhos
perdi a memória, perdi o desejo
perdi minha inocência, meu destino
e perdi a ti, se mal não lembro.

Ah! o que será, o que será
o que me fere e eu não mais sinto
se minhas feridas não aparecem
e não sei mais por que lhe minto
a minha pele que não agradece
mais as fronteiras do carinho.

Ah! o que será, o que será
a quem eu temo, o que me espanta
se todos teus anos são meninos
se tua voz vira tão apenas palavras
se todas tuas horas tocam os sinos
que me acordam de madrugada.

Ah! o que será, por que será
se estou aqui morrendo vivo
nas minhas noites sem estrelas
que sem querer sonho contigo
e sem querer entro nas celas
que sempre fecham meu caminho.

Ah! o que será o que me doe
se minha dor logo se acalma
o que será quando propões
que sempre durma na tua cama
como sobrevivente de teus amores
ou como prisioneiro de tua alma.

Ah! o que será, o que será
o que não posso e não entendo
o que acontece nestas manhãs
sempre que sozinho eu desperto
sozinho com dor nas entranhas
coberto por este mar no deserto.

O que será se ainda procuro
teus passos perdidos quando andas
o que será se perco o rumo
e contigo me perco como nada
o que será se quase somos “uno”
quando tocas meu corpo como fada.

O que será, o que será?
o que será que eu estou sentindo
quando vejo que não me das
as tuas pernas se abrindo,
por que será que já não estás
e por que será que eu existo?

YA ME PARECIA (ESPANOL)



Ya me parecía que me faltabas
cuando de noche dormia solo
ya lo sabia, lo sospechaba
cuando en mi cama
no había nada que recordara
ni tus caderas ni mis antojos.

Ya me parecía que me faltabas
cuando mis días eran bien pocos
ya lo sabía, lo sospechaba
cuando mis pasos no más cabían
en tus mañanas de porcelana
en que no tenía ni tus despojos.

Ya me parecía que me faltabas
cuando mis deseos eran veneno
ya lo sabía, lo sospechaba
cuando mis manos casi abrazadas
a mis pedazos del cuerpo todo
hacían cosas si estaba solo.

Ya me parecía que no sabías
que me faltabas, que yo sufría
ya me parecía que mis canciones
desaparecían en tus telones.

Ya me parecía que me faltabas
cuando mis ideas eran desierto
ya lo sabía, lo sospechaba
cuando mi cerebro se exprimía
pensando cosas que no esperaba
que solo sucede si estás despierto.

Hoy ya no me parece.
Sé que me faltas
y no estás ya entre mis sabores
ni entre las luces de mi retina
ni entre mis sueños ni mis olores,
no estás más entre mis piernas
o en la lista de mis amores.

JÁ ME PARECIA (PORTUGUES)



Já me parecia que me faltavas
quando de noite dormia só
eu já sabia, o suspeitava
quando no branco da minha cama
não havia nada que me lembrasse
as tuas cadeiras em meus lençóis.

Já me parecia que me faltavas
quando meus dias eram bem poucos
eu já sabia, o suspeitava
quando meus passos não mais cabiam
en tuas manhãs de porcelana
em que não tinha nem teus despojos.

Já me parecia que me faltavas
quando meus desejos eram veneno
eu já sabia, o suspeitava
quando minhas mãos quasi abraçadas
aos pedaços do corpo todo
faziam coisas se estava só.

Já me parecia que não sabias
que me faltavas, e que eu sofria
já me parecia que minhas cançōes
desapareciam en teus telōes.

Já me parecia que me faltavas
quando minhas ideias eram deserto
eu já sabia, o suspeitava
quando meu cérebro se expremia
pensando coisas que não esperava
que só acontece se estas desperto.

Hoje já não me parece.
Sei que me faltas
não estas mais entre meus sabores
nem entre as luzes da minha retina
nem entre os sonhos ou meus odores,
não estas mais entre as minhas pernas
ou na minha lista de meus amores.