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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

AMOR LIQUIDO (PORTUGUES)


Tinha brasas nos olhos
mas não vi o fogo,
promessas nos lábios
mas não vi paixão,
seu amor se escorreu
como água entre os dedos
e depois de três dias
só deixou uma canção.

Tinha todas as cores
em sua pele sem anos,
mas aquele arco-íris
nunca apareceu,
cabiam na sua boca
prazeres mundanos
sua boca falava
mas o seu corpo, não.

Tinha uma linda figura,
uma cintura com curvas
pelas que bem podias
perder a razão,
um sorriso discreto
com intenções turvas
uma guerra sem pátria
um altar sem deus.

Não vi seus lábios
quando lhe pedi um beijo,
não dizia que "sim"
sempre dizia que "não",
me dava sua prosa
quando lhe pedia versos
e escondia as flores
do meu coração.

Tinha tudo, tudo
mas não tinha nada,
tinha tudo o que pedi
que tivesse uma mulher,
minhas mãos abertas
eram como asas.
Ela sem querer queria
ver minha alma arder.

Tinha água na pele
mas não era cachoeira,
calor nas mãos
porém, fogo não,
ao me dar os lábios
me negou os beijos
ao me dar as palavras
me negou sua voz.

Ela tinha tudo, tudo
mas por não ter, não tinha
nem fogo na pele,
nem calor na voz,
nem cor nos lábios,
nem brasas nos olhos
e seu amor como água
entres os dedos fugiu.

AMOR LIQUIDO (ESPANOL)


Tenía brasas en los ojos
pero no vi el fuego,
tenía promesas en los labios
pero no vi pasión,
su amor se escapó
como agua entre los dedos
y después de tres días
solo dejó una canción.

Tenía todos los colores
en su piel sin ańos,
pero aquel arco iris
nunca apareció,
cabían en su boca
placeres mundanos
en su boca estaban
pero en su cuerpo, no.

Tenía una linda figura,
una cintura con curvas
por las que bien podías
perder la razón,
una sonrisa discreta
con intenciones turbias
una guerra sin patria,
un altar sin dios.

No vi bien sus labios
cuando le pedí un beso,
no me decía que "si"
siempre decía que "no",
sólo me dio su prosa
cuando le pedí sus versos
y escondía las flores
de mi corazón.

Lo tenía todo, todo
pero no tenía nada,
tenía todo lo que pedí
que tuviese una mujer,
mis manos abiertas
eran como alas.
Ella sin querer quería
ver mi alma arder.

Tenía agua en la piel
pero no era cascada,
calor en sus manos
pero fuego no,
al darme sus labios
me negó los besos,
al darme palabras
me negó su voz.

Ella lo tenía todo
más por no tener, no tenía,
ni fuego en la piel,
ni calor en la voz,
ni color en los labios,
ni brasas en los ojos
y su amor como el agua
entre mis dedos huyó.

BEIJOS COM MORDIDAS (PORTUGUES)


Me ensinaste a beijar
com os lábios apertados,
me ensinaste a mentir
quando sentia dor,
me ensinaste a olhar
com os olhos fechados,
me ensinaste a ouvir
quando no tinha voz.

Aprendi que o tempo
sempre se demora,
que a alma é antídoto
e os beijos também,
que os poemas que faço
sempre estão na moda
e que os joelhos
sangram pelos pés.

Me ensinaste um dia
a não dizer mentiras,
a não brincar com fogo
a não pedir perdão,
aprendi também a dar
beijos com mordidas,
a fazer saltar meu cavalo
e a não render meu peão.

Me ensinaste a mentir
si houvesse um motivo,
a esquecer as promessas
quando fazia o amor,
a beijar com os olhos
a chorar em silencio
e a nunca sentir medo
morrendo de terror.

Sempre digo que quero
sentir teu castigo,
que quero e aprendo
sem dizer que não,
digo o que quero
sem ser tua testemunha
mas na madrugada
sou teu confessor.

BESOS CON MORDIDAS (ESPANOL)


Me enseñaste a besar
con los labios apretados,
me enseñaste a mentir
cuando sentía dolor,
me enseñaste a mirar
con los ojos cerrados,
me enseñaste a oír
cuando no había voz.

Aprendí que el tiempo
siempre se demora,
que el alma es antídoto
y los besos también,
que los poemas que hago
siempre están de moda
y que las rodillas
sangran por los pies.

Me enseñaste un día
a no decir mentiras,
a no jugar con fuego
a no pedir perdón,
aprendí también a dar
besos con mordidas,
a hacer saltar mi caballo
y a no rendir mi peón.

Me enseñaste a mentir
si tuviera un motivo,
a olvidar las promesas
cuando hacía el amor,
a besar con los ojos
y a llorar en silencio
a nunca sentir miedo
muriendo de terror.

Siempre digo que quiero
sentir tu castigo,
que quiero y aprendo
sin decir que no,
digo lo que quiero
sin ser tu testigo
pero en la  madrugada
soy tu confesor.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

CUBA NA PALMA DA MINHA MÃO (PORTUGUES)


Seus versos os levo dentro
suas ruas doem ainda
seu céu já não o tenho
não sei se é noite ou dia.

Suas palmas habitam as mãos
seu mar me sai pelos olhos
suas terras fumam habanos
suas praias possuem cadeados.

Em suas negras não há governo
suas brancas tecem bandeiras
suas mulatas não tem inverno
no ritmo de suas cadeiras.

Ah! Pátria que te quero patria
doce verbo, claro céu
ah! Pátria verde, verde pátria
me dé teu riso azul e sem gelo.

Sua música dança no meu corpo
suas danças movem minha vida
suas pinturas regam a horta
de minhas mãos nasce poesia.

Seu Morro vigía meu porto
seu mar completa minha bahía
suas praias não são desertos
sua aréia sepultará meus dias.

Suas lágrimas choram e cantam
sua dor me mata por dentro
seu grito corta minha garganta
seu lamento foge com o vento.

Seus santos salvan minha alma
a Caridad brilha no Cobre
seus cánticos me dão a calma
para ver a luz de seus homens.

Seus mortos alçam os braços
seus vivos calam seu peito
seu grito se afoga no pranto
do seu pobre hálito desfeito.

CUBA EN LA PALMA DE MI MANO (ESPANOL)


Sus versos los llevo dentro
sus calles me duelen todavía
su cielo ya no lo tengo
no sé si es de noche o de día.

Sus palmas habitan mis manos
su mar me sale por los ojos
sus tierras fuman habanos
sus playas tienen cerrojos.

En sus negras no hay gobierno
sus blancas tejen banderas
sus mulatas no tienen invierno
en el ritmo de sus caderas.

Ah! Patria que te quiero patria
dulce verbo, claro cielo
ah! Patria verde, verde patria
dame tu risa azul y sin hielo.

Su música danza en mi cuerpo
sus bailes mueven mi vida
sus pinturas riegan el huerto
de mis manos nace poesia.

Su Morro vigila mi puerto
su mar completa mi bahía
sus playas no son desiertos
su arena sepultará mis días.

Sus lágrimas lloran y cantan
su dolor me mata por dentro
su grito corta mi garganta
su lamento huye con el viento.

Sus santos salvan mi alma
la Caridad brilla en El Cobre
sus cánticos me dan la calma
para ver la luz de sus hombres.

Sus muertos alzan los brazos
sus vivos callan su pecho
su grito se ahoga en el llanto
de su pobre aliento deshecho.

AMANHA (PORTUGUES)


Amanhã eu não existo
hoje eu permaneço
amanhã eu sou um grito
hoje sou só o começo.

Amanhã eu sou a hora
hoje sou o meu destino
amanhã sem mais demora
tocarei todos meus sinos.

Amanhã não tenho preço
hoje sou impagável
amanhã sozinho não cresço
hoje meu verso é amável.

Amanhã serei a morte
hoje sou o caminho
amanhã eu tenho a sorte
de estar hoje no teu ninho.

O amor de amanhã espera
o amor de hoje arde
amanhã a vida inteira
será o que hoje foi a tarde.

O tempo vence minha fome
o tempo vira meu amigo
o tempo contigo some
contigo o tempo é castigo

Amanhã te quero inteira
hoje me jogo a vida
amanhã sou teu poema
hoje não há despedidas.