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segunda-feira, 15 de julho de 2013

O ELEFANTE E A ESTACA (PORTUGUÉS)



Contam sobre um jovem elefante atado
a uma estaca, e no rosto um véu
por uma perna o haviam amarrado
e sem forças, não enxergava o céu.

O paquiderme cresce mais, e cresce
sem conhecer sua força, e espanta
que só fique no seu lugar, e reze
para que nunca cresça esta planta.

Com seu corpo enorme se mantém
sem corda, petrificado ao pé da estaca
vários medos ancestrais o detém
os "não andes" e "não podes" o atacam.

Este animal sem querer nasceu preso
e enxerga o horizonte que lhe mostram
sem se mexer com o pescoço teso
derrotado pelas cordas que o prostram.

Porém mais cedo que tarde, sem repouso
chegará o dia em que o gigante saia
andando irá com seu corpo de colosso
e arrancará essa estaca, sem que valha.

EL ELEFANTE Y LA ESTACA (ESPAÑOL)

Se cuenta de un joven elefante atado
a una estaca y en la cara un velo
por una pata permanece amarrado
y sin fuerzas para mirar al cielo.

El paquidermo crece más, y crece
sin conocer su fuerza, y espanta
que se quede en su lugar, y rece
para que no crezca nunca la planta.

Con su cuerpo enorme se mantiene
sin cuerda, petrificado en la estaca
varios miedos ancestrales lo detienen
los "no andes" y "no puedes" lo atacan.

Este animal sin quererlo, nació preso
y solo ve el horizonte que le muestran
sin moverse está con el cuello tieso
derrotado por las sogas que lo postran.

Pero más temprano que tarde sin reposo
vendrá el día en que el gigante salga
y andando con su cuerpo de coloso
arrancará esa estaca, sin que valga.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

JOGO DE LETRAS (PORTUGUES)


Hoje eu vou dizer
algumas mentiras,
vejamos se consigo:
que não bebo vinho,
que não faço amor,
que não sonho contigo.

Hoje eu vou dizer,
deixa ver se eu me lembro,
sem querer um poema:
o quê é poesia?
e tu o perguntas?,
esse é o meu dilema:

Enquanto mais louco, mais lúcido,
minha verdade é o que minto,
meu arpão é o meu poema.

Mas também direi,
e pensando melhor
algumas verdades:
a mulher não é melhor
por um capricho insano
das vogais.

Hoje eu vou viver
na borda do abismo
nem que seja um pouco:
sei que estás no final,
sei que vou te encontrar
tão perto, que te toco.

Hoje eu vou dizer
umas quantas bobagens,
deixa ver se o penso:
um mais um, não é dois,
o punho ganha da voz
e isto é só o começo.

Mas também direi
e pensando melhor
algumas verdades:
a mulher não é melhor
por um capricho insano
das vogais.

Hoje eu vou dizer
sem medo de errar
o que sempre soube:
que tua voz é a minha voz,
que posso ser o arroz
que tua boca ocupe.

Hoje eu vou dizer
só por hoje, não sei bem
o que ninguém me disse:
que teu coração me deixou,
que teu beijo fugiu,
que a vida é uma chatice.

Faça o que quiser de mim
não me deixe viver assim:
me tira desta mesmice.

Hoje eu vou dizer
e não vou mentir
o que me disseram:
a vida é uma grande Babel,
uma safra a granel
é uma festa sem medo.

Mas também direi
e pensando melhor
algumas verdades:
a mulher não é melhor
por um capricho insano
das vogais.

JUEGO DE LETRAS (ESPAÑOL)


Hoy voy a decir
algunas mentiras,
deja ver si puedo:
que no bebo más vino,
que no hago el amor
que no juego con fuego.

Hoy voy a decir
sin querer un poema,
a ver si recuerdo:
que es poesía?
y tu lo preguntas?
Ese es mi dilema:

Mientras más loco, más cuerdo,
mi verdad es lo que miento,
mi arpón es mi poema.

Pero también diré
y pensándolo mejor,
algunas verdades:
la mujer no es mejor
por un capricho insano
de las vocales.

Hoy voy a vivir
al borde del abismo,
ni que sea un poco:
sé que estás al final,
sé que te voy a encontrar
tan cerca que te toco.

Hoy voy a decir
unas cuantas sandeces,
deja ver si lo pienso:
uno más uno, no es dos,
el puño le gana a la voz
y esto es sólo el comienzo.

Pero también diré
y pensándolo mejor,
algunas verdades:
la mujer no es mejor
por un capricho insano
de las vocales.

Hoy voy a decir
sin temor a errar,
lo que siempre supe:
que tu voz es mi voz,
que puedo ser el arroz
que tu boca ocupe.

Hoy voy a decir
solo por hoy, no sé bien,
lo que nadie me dijo:
que tu corazón se fugó
que tu beso se extravió
que quiero ser tu prefijo.

Haz lo que quieras de mí
yo sé lo que quiero de ti:
no soporto un crucifijo.

Hoy yo voy a decir
y no voy a mentir,
lo que me dijeron:
la vida es una gran Babel
una zafra a granel
es una fiesta sin miedo.

Pero también diré
y pensándolo mejor,
algunas verdades:
la mujer no es mejor
por un capricho insano
de las vocales.


 

sábado, 1 de junho de 2013

BOCA DE ARROZ (PORTUGUES)


Qual é o preço do dinheiro?
Com quem dividirei minha Fe?
Para quem tirarei o chapéu?
A quem lhe lavarei os pés?

Para quê vives, si eu morro?
Por quê no estás, quando estou?
Por quê andas se eu corro?
Por quê te vás, quando eu vou?

O quê sou sem ti, si não te sinto?
O quê posso fazer, que não farás?
Qual será tua mentira, si eu minto?
Como serei, que não serás?

Como faço para ser historia?
Qual é a verdade, que não sei
O quê eu faço com as memórias?
Qual é o tempo de fazer?

Que rumo terá meu poema?
Será que alcançará minha voz?
Qual frase será o meu lema?
Que boca será o meu arroz?

BOCA DE ARROZ (ESPAÑOL)


Cuál es el precio del dinero?
Con quién compartiré mi fe?
Para quién tiraré el sombrero?
A quién le lavaré los pies?

Para qué vives, si yo muero?
Por qué no estás, cuando estoy?
Por qué no quieres, si quiero?
Por qué tú te vas, cuando voy?

Qué soy sin ti, si no te siento?
Qué puedo hacer, que no harás?
Cuál será tu mentira, si miento?
Cómo seré yo, que no serás?

Cómo hago para ser historia?
Cuál es la verdad, que no sé?
Qué hago con mis memorias?
Cuál es el tiempo de hacer?

Que rumbo tendrá mi poema?
Será que alcanzará mi voz?
Cuál frase será mi lema?
Qué boca será mi arroz?

O TEMPO A FAVOR (PORTUGUES)


Agora os vês que matam
o verde das planícies
com sua autoridade desatam
furacões e te dizem
as palavras em reverso
os verbos sem movimento,
os poemas sem o verso
e os acentos são escarmento.

Os vês semeando ultrajes,
tentando calar as bocas,
trazem bordados nos trajes
suas esperanças barrocas,
com sus florestas cortadas
os vês vestidos de selva
com suas historias usadas
e seus bosques como relva.

Por isso eu não te minto
e muito temos a fazer
eles tem o poder
nós temos o tempo.

Os vês fazendo promessas
com suas despensas obesas
os vês rompendo contratos
com seus concertos baratos,
os vês invadindo altares,
desfazendo os lares,
rindo assaltam tua alma
enquanto te pedem calma.

Os vês fazendo discursos
com adjetivos de uso,
os vês brincando com fogo
alimentando seus egos,
os vês cantando vitorias
manipulando a historia,
os vês tecendo destinos
com interesses albinos.

Por isso te dou alento
e te convido a crer,
eles tem o poder
mas nós, temos o tempo.

Usam as meias verdades
como mentiras piedosas,
cortam tuas breves cidades
como arrancam uma rosa,
talam os sonhos e mãos
serram as asas e braços
separam aos irmãos
interrompem os abraços.

E assim passam os anos
por encima da pele
assim são os degraus
que temos que vencer
enquanto isso, façamos a luz
dentro dos corações
vistas de contraluz
as palavras são arpões!

Por isso, não tenhas temor
pois muito temos a fazer,
porque eles tem o poder
e nos, o tempo a favor.