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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

MIS HAIKUS II (ESPAÑOL)


Cuba I

Veo a Cuba con las lágrimas
que mis ojos devuelven con enojo,
por eso las coloco en estas páginas.


Cuba II

Manos de tierra, viento, flores,
música de llanto, lágrimas de canto.
Isla de sueños de todos los colores.


Cuba III

Lagarto verde de tierra,
buscando el cielo, como ando,
eterno enemigo de la guerra.


Cuba IV

Mar verde y azúl desnudo,
devoras a tus hijos como ahora
ajenos a su suelo, a su mundo.


Cuba V

Cien versos, cien años
que no veo tu mar. Deseo
tus piernas. Febril profano!

MEUS HAIKAIS II (PORTUGUES)


Cuba I

Vejo a Cuba com lágrimas
e os olhos devolvem com enojo.
As coloco nestas páginas.


Cuba II

Mãos de terra, vento, flores.
Música, pranto, lágrimas de canto.
Ilha de sonhos. Todas as cores.


Cuba III

Lagarto verde de terra,
buscando o céu, como eu ando,
eterno inimigo da guerra.


Cuba IV

Mar verde e azul despido,
devoras teus filhos agora
alheios a teu solo, ao teu mundo.


Cuba V

Cem versos, cem anos
que no vejo teu mar. Desejo
tuas pernas. Febril profano!

MEUS HAIKAIS I (PORTUGUES)


Duvida

Fogo, fardo, rascunho.
Grito, escuridão. Rito.
São reais meus punhos?


Homenagem

Tarde. Cinco em ponto.
Aniversário feroz. Corsário!
Escrevo a vida juntos.


Será?

Terra úmida, pele, traços.
Pisadas brancas. Ousadas!
Alcançarão meus passos?


1990

Estrelas. Luzes do leste,
do mundo vermelho. Defunto.
Nascem do azul celeste.

MIS HAIKUS I (ESPAÑOL)

Foto

Trípode, mar y sombra
en este segundo, en este,
la luz trae la alondra.


Duda

Fuego, fardo. Rasguño,
grito, oscuridad. Rito.
Son reales mis puños?


Homenage

Tarde. Cinco en punto,
aniversario feroz. Corsário!
Escribo tu vida bien juntos.


Será?

Tierra húmeda. Piel, trazos
pisadas blancas. Osadas!
Alcançaram mis pasos?


Desnudo de mujer

Brisa, mar. Retajo
tus senos libres. Veneno!
Mas, dónde estan mis ojos?


1990

Estrellas. Luces del este,
del mundo rojo. Difunto.
Nacen del azul celeste.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

O ELEFANTE E A ESTACA (PORTUGUÉS)



Contam sobre um jovem elefante atado
a uma estaca, e no rosto um véu
por uma perna o haviam amarrado
e sem forças, não enxergava o céu.

O paquiderme cresce mais, e cresce
sem conhecer sua força, e espanta
que só fique no seu lugar, e reze
para que nunca cresça esta planta.

Com seu corpo enorme se mantém
sem corda, petrificado ao pé da estaca
vários medos ancestrais o detém
os "não andes" e "não podes" o atacam.

Este animal sem querer nasceu preso
e enxerga o horizonte que lhe mostram
sem se mexer com o pescoço teso
derrotado pelas cordas que o prostram.

Porém mais cedo que tarde, sem repouso
chegará o dia em que o gigante saia
andando irá com seu corpo de colosso
e arrancará essa estaca, sem que valha.

EL ELEFANTE Y LA ESTACA (ESPAÑOL)

Se cuenta de un joven elefante atado
a una estaca y en la cara un velo
por una pata permanece amarrado
y sin fuerzas para mirar al cielo.

El paquidermo crece más, y crece
sin conocer su fuerza, y espanta
que se quede en su lugar, y rece
para que no crezca nunca la planta.

Con su cuerpo enorme se mantiene
sin cuerda, petrificado en la estaca
varios miedos ancestrales lo detienen
los "no andes" y "no puedes" lo atacan.

Este animal sin quererlo, nació preso
y solo ve el horizonte que le muestran
sin moverse está con el cuello tieso
derrotado por las sogas que lo postran.

Pero más temprano que tarde sin reposo
vendrá el día en que el gigante salga
y andando con su cuerpo de coloso
arrancará esa estaca, sin que valga.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

JOGO DE LETRAS (PORTUGUES)


Hoje eu vou dizer
algumas mentiras,
vejamos se consigo:
que não bebo vinho,
que não faço amor,
que não sonho contigo.

Hoje eu vou dizer,
deixa ver se eu me lembro,
sem querer um poema:
o quê é poesia?
e tu o perguntas?,
esse é o meu dilema:

Enquanto mais louco, mais lúcido,
minha verdade é o que minto,
meu arpão é o meu poema.

Mas também direi,
e pensando melhor
algumas verdades:
a mulher não é melhor
por um capricho insano
das vogais.

Hoje eu vou viver
na borda do abismo
nem que seja um pouco:
sei que estás no final,
sei que vou te encontrar
tão perto, que te toco.

Hoje eu vou dizer
umas quantas bobagens,
deixa ver se o penso:
um mais um, não é dois,
o punho ganha da voz
e isto é só o começo.

Mas também direi
e pensando melhor
algumas verdades:
a mulher não é melhor
por um capricho insano
das vogais.

Hoje eu vou dizer
sem medo de errar
o que sempre soube:
que tua voz é a minha voz,
que posso ser o arroz
que tua boca ocupe.

Hoje eu vou dizer
só por hoje, não sei bem
o que ninguém me disse:
que teu coração me deixou,
que teu beijo fugiu,
que a vida é uma chatice.

Faça o que quiser de mim
não me deixe viver assim:
me tira desta mesmice.

Hoje eu vou dizer
e não vou mentir
o que me disseram:
a vida é uma grande Babel,
uma safra a granel
é uma festa sem medo.

Mas também direi
e pensando melhor
algumas verdades:
a mulher não é melhor
por um capricho insano
das vogais.