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quinta-feira, 16 de junho de 2011

QUANDO TE VI (PORTUGUES)


Quando vi teus olhos
cantando como divas
fugindo como gazelas
longe de tua infância,
libertei estes versos
com asas perdidas
que gotejavam fazia anos
na ponta de minhas ânsias.

Quando vi teus lábios
dentro do meu beijo
senti crescer minha carne
no profundo de tuas brasas,
devagar suguei o néctar
de teus seios florescidos
e do teu magico manancial
úmido de ganas.

Quando te vi nua
habitando nas minhas feridas
quis ficar grudado
ao teu esqueleto de escamas,
quando vi teu cabelo
de flor recém nascida
senti-me enlouquecer
de tudo e de nada.

Quando te vi culpada,
febril e quase divina
vencida de prazer
na beira da nossa cama
fiz que renunciasses
a outras bocas já vividas
e de tuas fantasias eróticas
fiz a minha vingança.

ANIVERSARIO (ESPANOL)

Reconozco tu garganta
desde los silencios del tiempo
y tus letras me dibujan
las encrucijadas de la memoria,
en el tercer mes
que el año tiene en los ojos
seré el fiel guardián
de los segundos de tu historia.

A los once días
exportare todas las palabras
y alimentaré las nubes
con los versos de estos meses,
sabré reconocer
tu nombre entre las llamas
a la sombra de los árboles
y en la distancia de los peces.

Hace varios siglos
me tomaste por asalto
cuando las aguas eran calientes
y olían a colonia,
cuando los juguetes
tenían el sabor de las promesas
y los besos eran tímidos
e inocentes como las begonias.

Recuerdo en esta noche
que nos estrenamos como amigos
con la virginidad
de todas nuestras circunvoluciones,
nos deducimos amantes
de los mismos himnos
y disfrutamos momentos
de farsas y revoluciones.

Recelo que de esta vez,
adivinaré tus preguntas,
y tu tendrás que confesar
todas mis respuestas,
para argumentar
con letras sobrias y sin culpas
este poema que sale
de mis dedos como arena.

ANIVERSARIO (PORTUGUES)

Reconheço tua garganta
desde os silêncios do tempo
e tuas letras me desenham
as encruzilhadas da memória,
no terceiro mês
que o ano leva em seus olhos
serei o fiel guardião
dos segundos de tua história.

Aos onze dias
exportarei todas as palavras
e alimentarei as nuvens
com os versos destes meses,
saberei reconhecer
teu nome entre as chamas
à sombra das mangueiras,
ou na distância dos peixes.

Há vários séculos
me tomaste por assalto
quando as águas eram quentes
e cheiravam a colônia,
quando os brinquedos
tinham o sabor das promessas
e os beijos eram tímidos
e inocentes como begonias.

Lembro nesta noite
que nos estreamos como amigos
com a virgindade
de todas nossas circunvoluções,
deduzimo-nos amantes
dos sons dos mesmos sinos
e desfrutamos momentos
de farsas e revoluções.

Recéio que desta vez,
adivinharei tuas perguntas,
mas tu terás que confessar
todas minhas respostas,
para argumentar
com letras sóbrias e sem culpas
este poema que sai
de meus dedos como rochas.

domingo, 5 de junho de 2011

SONHO IMPOSSÍVEL (PORTUGUES)



Uma vez te vi
cruzando um aguaceiro
no meio da noite
entre cadeiras e mesas
e o melhor era
fugir de todos meus medos
embriagar meus anseios
e ativar minhas defesas.

Hoje te vejo nos meus lençois
quando sonho contigo,
perco sem pensar
minhas horas travessas
rastreio teus labios
nos meus sonhos proibidos
e acaricio teu corpo
com minhas mãos desfeitas.

Hoje te vejo andar
no meu mundo sem histórias
nas noites de vinho,
nos dias que revelam
as vezes em que menti,
que sofri e nas glórias
te vejo as vezes dentro
do meu mundo sem estrelas.

Não quero mais ouvir
neste dia de fevereiro
neste dia cor de chumbo,
que quero ter-la
o conselho que meus amigos
sempre me repetem:
“estás muito velho já,
para sonhar com ela!”

SUEÑO IMPOSIBLE (ESPAÑOL)



Una vez te ví
cruzando un aguacero
en el medio de una noche
entre sillas y mesas
en que lo mejor era
huir de todos mis miedos
embriagar mis anhelos
y activar mis defensas.

Hoy te veo en mis sábanas
cuando sueño contigo,
pierdo sin pensar
mis horas traviesas,
rastreo tus labios
en mis besos prohibidos
y acaricio tu cuerpo
con mis manos deshechas.

Te veo andar
en mi mundo con historias
en las noches de vino,
en los días que revelan
las veces que mentí
que sufrí y en las glorias
te veo a veces dentro
de mi mundo sin estrellas.

No quiero oír más
en este día de febrero
en este día plomizo
en el que quiero tenerla
el consejo que mis amigos
siempre me repiten:
“estás muy viejo ya,
para soñar con ella!”

quinta-feira, 2 de junho de 2011

EN ESTAS HORAS (ESPANOL)

En este universo lleno
de terribles dudas
donde las horas son
punteros rebeldes,
degollo mis ganas
con los passos perdidos
con lagrimas gastadas
y la sangre que hierve.

Todos los dias
con todas sus noches
el ser humano
siempre me sorprende,
con sus sentimentos
hechos de humo y de azúcar
con palabras con nudos
y sonrisas ausentes.

Una vez más la marea
devora mis piernas
y las canciones de fuego
las sepultam a veces,
mis pies se espantam
con las rabias contenidas
con la voz sin llanto
y con gritos dementes.

Yo no dudo
que existam los Marcianos
lo que no sé es cómo
sobreviviría sin verte.

NESTAS HORAS (PORTUGUÊS)

Neste universo cheio
de terríveis duvidas
e onde as horas são
ponteiros rebeldes,
degolo as vontades
com os passos perdidos
com as lagrimas gastas
e o sangue que ferve.

Todos os dias
com todas suas noites
o ser humano
sempre me surpreende,
com seus sentimentos
de fumaça e de açúcar
com palavras com nós
e sorrisos ausentes.

Mais uma vez a maré
devora minhas pernas
e as canções de fogo
as sepultam às vezes,
meus pés se espantam
com as raivas contidas
com a voz sem pranto
e com gritos dementes.

Não duvido
que existam os Marcianos
o que não sei é como
eu sobreviveria sem ver-te.